Veredores do PS Ílhavo abstêm-se na votação do Relatório de Contas 2010
- O endividamento do município em cerca de 34 milhões de euros, com uma dívida a fornecedores de aproximadamente € 17 milhões continua a ser um aspecto preocupante e a ter em conta devido ao elevado encargo anual de juros.
- A C.M.I. continua a despender mais de metade das suas receitas apenas com as despesas de funcionamento, valor que tenderá a agravar-se no futuro.
- A CMI mantém um crónico défice de políticas sociais, apesar de uma ligeira inflexão no seu discurso e acção, por força da pressão exercida pelo PS nesta matéria, faltando no entanto um impulso maior a esse nível, mais a mais, quando se vivem tempos de profunda crise económica e financeira. Não podemos deixar de referir que em vez de serem aumentadas as verbas nestas áreas as mesmas foram reduzidas veja-se como exemplo que em 2009 o valor dos protocolos com as IPSS foram de 371 mil euros e em 2010, 307 mil.
- Mantém-se um profundo e persistente entorpecimento político e técnico no desenvolvimento e concretização dos instrumentos de planeamento urbanístico e de ordenamento do território de que é exemplo a revisão do PDM, já de si tão desactualizado e um obstáculo ao desenvolvimento de Ílhavo o que leva a que se tenham de tomar medidas avulsas para evitar a estagnação do município.
- O investimento em cultura, essencial ao desenvolvimento equilibrado das populações de Ílhavo, é muitas vezes confundido com gastos em festas e actividades recreativas, quando na época actual devia registar-se uma contenção maior neste tipo de despesas, por contraponto à maior exigência de implementação de políticas sociais, de apoio aos mais carenciados. Apesar de várias reduções efectivadas ainda se constatam alguns “exageros” dando como exemplo o valor gasto nos cachets dos artistas que actuaram no Festival do Bacalhau e que ultrapassou os 100 mil euros.
- A sociedade “Mais Ílhavo”, bandeira da maioria PSD nos últimos mandatos, também nada realizou no último ano de 2010, impondo-se uma reflexão profunda sobre a escolha dos melhores instrumentos conducentes à realização de obra para o município.
- A verba gasta em 2010 na atribuição de Bolsas de Estudo, pouco mais de 15 mil euros, é uma verba irrisória pelo que não se entende a recusa da aceitação da proposta do PS para aumentar a atribuição de um maior número de bolsas de estudo.
- Registamos também o facto negativo e de incumprimento da Lei, quanto à rejeição em 2010, da proposta do PS para a criação do Conselho Municipal de Juventude, instrumento de grande importância para a participação dos jovens na vida municipal.
Assim, e atendendo às considerações anteriores, não podem, os Vereadores do Partido Socialista votar favoravelmente o Relatório de Contas de 2010, optando, tal como na aprovação das respectivas Opções do Plano, pela Abstenção.
Os Vereadores do Partido Socialista














