“Conversa Novo Rumo”: Raízes Sociais e Culturais
Decorreu no dia 15 de Setembro, a quarta e última conversa “Novo Rumo”, esta com a orientação a Sul – as raízes sociais e culturais, a qual encerra o período de recolha de conhecimento, informação e propostas com vista à realização de um programa político participado.
Moderado por José Vaz e na companhia de Paulo Trincão e Luís Jorge Oliveira, foram discutidos os temas pertinentes e eleitos como paixão desta candidatura, o social e a cultura.
Jorge Luís Oliveira destacou na sua intervenção, a nova geração de políticas sociais de activação das pessoas que se encontram em situação de pobreza e ou exclusão social, como é o Rendimento social de inserção e as empresas de inserção. Reforçou a importância do trabalho em rede e em parceria, rentabilizando-se assim, sinergias e recursos dos diferentes agentes de intervenção social local, a definição conjunta e participada das intervenções, através da concepção do diagnóstico e plano de desenvolvimento social.
José Vaz sublinhou que se pretende uma revolução nas políticas sociais locais, através de um apoio efectivo às IPSS’s, quer financeiro – prometendo duplicar os actuais subsídios, quer através da constituição de um gabinete técnico de acompanhamento a estas, que informe e apoie a elaboração de candidaturas a programas e projectos, com vista à promoção à construção de equipamentos e valências a descoberto em algumas freguesias do concelho, nomeadamente creches, centros de dia, lares de idosos e outros inexistentes, como um Centro de Acolhimento Temporário e um Centro de apoio familiar e Aconselhamento Parental. Reforçou a importância da mobilização da sociedade civil, a articulação entre a autarquia, IPSS’s e associações na utilização dos espaços públicos. O apoio às famílias foi também destacado como urgente, nas situações de emergência social, no apoio às famílias numerosas e com pessoas com incapacidade a cargo, tal como a promoção de habitação social, num modelo disperso e integrado.
Paulo Trincão destacou os factores de atracção do concelho de Ílhavo e a optimização dos recursos e equipamentos culturais existentes, um Museu Marítimo mais próximo das pessoas, a importância de um espaço aberto no Centro Cultural de Ílhavo, de forma a que este possa ser um espaço público aberto à comunidade e de criação de hábitos e motivações de cultura. Reforçou a importância de envolver as famílias e os professores, na criação destes hábitos e da componente informal da educação. Foi fortemente vincado a necessária ligação à Universidade de Aveiro e a ideia de planear os equipamentos e a sua dinamização de forma intermunicipal, com a criação de um programador cultural único que servisse por exemplo, Ílhavo, Aveiro e Estarreja e um “Cultural Bus” que permitisse o acesso das pessoas dos diferentes municípios aos espectáculos. A importância do trabalho das associações e o seu apoio através da atribuição de subsídios por contrato-programa, em que se introduzisse, efectivamente, a componente da avaliação.
Eleitos como projectos âncora desta candidatura e com destaque, Paulo Trincão defendeu também a Classificação Patrimonial da Costa Nova e a promoção do legado da Arqueologia Industrial raro no mundo, da Vista Alegre, dois projectos que não se podem perder, com vista à promoção de Ílhavo.












